O que é?

As Olimpíadas de Conhecimento existem desde o final do século XIX, quando surgiram em países do Leste Europeu (Hungria, Bulgária, Romênia) e daí se espalharam por todos os países da então União Soviética. No Brasil, elas começaram em 1979, com a matemática e hoje são mais de 20 nacionais e várias outras estaduais, mostrando-se um instrumento muito hábil para promover uma educação ao mesmo tempo mais estimulante e mais inclusive. Fomentando um olhar mais aprofundado, autônomo e investigativo, as olimpíadas de conhecimento permitem que jovens desenvolvam um olhar lúdico e afiado para os diversos temas em ambientes escolares mais ou menos favorecidos, com consequências claras para o desempenho acadêmico e profissional futuro e, mais importante, para a sua autonomia interna.

Comparada com as olimpíadas mais tradicionais de matemática, física, química e astronomia, as olimpíadas de linguística são relativamente jovens: a primeira olimpíada de linguística foi organizada na cidade de Moscou em 1965, por iniciativa do filólogo Alfred Zhurinsky, em um comitê composto por Vladimir Upensky, Alexander Kibrik, Anna Polivanova e Andrei Zalizniak. Olimpíadas similares foram fundadas mais tarde na Bulgária (1984), no estado de Oregon, EUA (1988), na cidade de São Petersburgo, Rússia (1995), etc. A olimpíada internacional foi fundada em 2003 e, desde então, cada vez mais países têm aderido ao movimento, criando suas próprias olimpíadas nacionais. O Brasil não ficou para trás, fundando, no início de 2011, sua Olimpíada Brasileira de Linguística.

Mas por que olimpíada de linguística?

Por um lado, as línguas são um dos aspectos mais fascinantes e mais íntimos da cultura e da cognição humanas. O conhecimento da própria língua, por um lado, e da miríade de outras línguas – no que elas têm de diverso e no que têm de similar – são interesses naturais de todos. Mais do que isso, saber lidar com o multiculturalismo (e com sua face comunicativa, o plurilinguismo) é fundamental em um mundo globalizado, especialmente para trabalhos que envolvam relações públicas, intercâmbio de ideias ou, de forma mais geral, contato entre diferentes grupos de pessoas.

Por outro aspecto, justamente por tratar de algo universal e diverso ao mesmo tempo, a linguística se presta a um tipo específico de desafio intelectual. Diferente das outras olimpíadas, os problemas de linguística não esperam dos estudantes domínio sobre teorias sofisticadas e conhecimento acumulado; em vez disso, eles introduzem problemas novos, não-familiares, que podem ser desvendados por um falante que use suas próprias intuições linguísticas e uma boa dose de raciocínio e investigação. Esse jogo de luz-e-sombras, de desvendar padrões desconhecidos e, com isso, ganhar novos conhecimentos e se aproximar de diferentes linguagens, é um tipo fundamental de habilidade em diversos ramos da computação, robótica, tecnologias de linguagem e de traduções, ou de qualquer carreira envolvendo habilidades analíticas, de resolução de problemas ou de estruturar conhecimentos a partir de massas de dados.

Dessa forma, problemas de linguística fomentam, pelo menos, dois grupos valiosos de habilidades:

  1. raciocínio lógico e metalinguístico, desenvolvimento de padrões organizados;
  2. contato e insights sobre diferentes línguas e culturas.

Essa posição cambiante é o que torna os problemas de linguística atraentes e únicos. Mais do que isso, é o que torna as atividades linguísticas potencialmente centrais em uma educação multidisciplinar, que aborde as capacidades organizacionais da cognição (abordadas na escola pela matemática, computação e pelas ciências naturais) e a diversidade cultural do mundo humano (abordadas pelas ciências humanas e pelas artes). Tudo isso em um país grande e diverso como o nosso, em que a língua é usada como instrumento de dominação, identificação e afirmação, tendo papéis tão diversos quanto são diferentes as partes da nossa cultura.

Edição Kytã

No ano de fundação, escolhemos o nome Kytã, que em tupi significa "nó", e que serve perfeitamente para retratar nossas intenções. A Olimpíada Brasileira de Linguística pretende, com sua existência, atar novos nós e fortalecer ligações frouxas. Primeiro, ligar o mundo das olimpíadas, dos estudantes curiosos que simplesmente querem saber mais sobre as coisas, ao daquelas pessoas que se sentem mais confortáveis com as línguas do que com a matemática e as ciências naturais. Então, num segundo nível, se tornará evidente que as línguas humanas e a matemática apresentam traços em comum, e que existe uma lógica e uma ciência da linguagem da mesma forma que existe uma linguagem para a lógica e para a ciência. Seus laços então serão, dentro de cada um, reatados.

A linguística também é capaz de fortalecer nós entre as diferentes culturas, explorando ao mesmo tempo toda a diversidade de modos como as pessoas falam e escrevem e também o que elas, no fundo, têm em comum. Do ponto-de-vista sócio-cultural, a Olimpíada pretende levar seus participantes ao contato com a miríade de nós da teia global que constitui a humanidade. E, seguindo a tecelagem dessa rede, queremos nos manter ligados às novas possibilidades da tecnologia e do mundo cada vez mais interconectado. Na busca, por fim, de raízes linguísticas e dos veículos que permitiram outrora a interação entre mundos distante e suas ciências, reencontramos a língua tupi, ela mesma um nó entre o mundo dos portugueses navegantes e o dos povos que viviam nas terras brasileiras.

A viagem pelas línguas é uma viagem para dentro de nós mesmos.

Primeira Fase

A Primeira Fase da edição Kytã aconteceu no sábado, dia 2 de Abril de 2011, em todas as escolas participantes. Desta primeira edição participaram cerca de 200 estudantes, provenientes de escolas de 10 dos 27 estados da federação, incluindo colégios particulares e públicos, federais e estaduais. As questões da primeira fase versaram sobre guilagem camaco, compreensão de adjetivos em português pelo contexto, declinações do latim, alfabeto cirílico, algarismos inuktutut e conjugação de verbos em polonês.

Segunda Fase

A segunda fase ocorreu nos dias 20 a 23 de Maio de 2011, na Universidade de São Paulo, no Instituto de Matemática e Estatística (IME-USP), e foi composta de palestras, mini-cursos e das provas de seleção da equipe brasileira na IOL. Para ela, foram convidados os cerca de 100 alunos mais bem classificados na primeira fase. A prova principal foi realizada em dois dias, com questões, no primeiro dia, sobre linear B, fonética semântica e inuktitut, e no segundo, questões sobre números birom e possessivos em udihe. Também foi realizada uma prova em grupo que abordava várias línguas próximas ao nosso português. Como resultado, tivemos 8 medalhistas de ouro, 18 de prata e 28 de bronze! Além disso, sete de nossos estudantes foram selecionados para representar o Brasil na IOL.

IOL 2011

A nona edição da IOL aconteceu nos dias 24 a 30 de Julho de 2011, na Carnegie Mellon University em Pittsburgo, EUA. O Brasil participou com dois times: Suassuna e Itararé.

Time Itararé
  • André Amaral de Souza (Colégio Etapa | Diadema, SP)
  • Nicolas Seoane Miquelin (Colégio Singular | São Bernardo do Campo, SP)
  • Pedro Neves Lopes (Colégio Etapa | São Paulo, SP)
  • Rafael Kazuhiro Miyazaki (Colégio Etapa | São Paulo, SP)
Time Suassuna
  • Ivan Tadeu Antunes Filho (Colégio Objetivo | Lins, SP)
  • Marvin Ariel Dias Santos (IF Sergipe | Lagarto, SE)
  • Raphael Levy Ruscio Castro Teixeira (Colégio Etapa | São Paulo, SP)

A prova versou sobre morfologia menomini, ortografia do faroês, sintaxe da língua vai, semântica do nahuatl e estrutura da família de códigos de barras EAN-13. Nenhum dos participantes foi premiado nesta edição. As equipes foram acompanhadas pelos líderes Bruno L'Astorina e Felipe Gonçalves Assis.

Edição Noke Vana

Noke Vana é como os Katukina do Acre (família linguística Pano) referem-se à própria língua. Traduzido ao pé da letra, significa "nossa língua", "nossa fala". Revestindo-se em 2012 deste nome, a segunda edição da Olimpíada Brasileira de Linguística quer instigar os estudantes de todo o país à redescoberta de seus próprios falares, de todos os sotaques ou dialetos, todos os gostos e aptidões. Ver sua própria língua com outros olhos, ver as outras tantas línguas, perceber como são diversas e, em um sentido mais profundo, uma só. Assim, conhecendo a diversidade das culturas e a unidade da cognição, podemos estabelecer uma língua comum. A nossa língua.

Primeira Fase

A Primeira Fase aconteceu no sábado, dia 17 de Março de 2011, em todas as escolas participantes. Desta primeira edição participaram cerca de 1000 estudantes, provenientes de 63 escolas, de 44 cidades diferentes, de 18 dos 27 estados da federação, incluindo colégios particulares e públicos, federais e estaduais. As questões da primeira fase versaram sobre esperanto, carioquês e alfabeto fonético internacional, escrita tengwar, verbos télicos, harmonia vocálica em turco, árvore genealógica. Dentre os participantes, todos aqueles (cerca de 170) que fizeram mais de 350 pontos foram agraciados com menção honrosa. Além disso, cerca de 60 foram convidados para a Segunda Fase.

Segunda Fase

A Segunda Fase ocorreu entre 28 de Maio e 1 de Junho de 2012, no Avenida Charme Hotel, em Águas de São Pedro, SP – contendo palestras, mini cursos e as provas da segunda fase. Os 60 estudantes convidados foram selecionados a partir da primeira fase, com notas acima de 450 dos 600 pontos possíveis. A prova da segunda fase foi dividida em dois dias: no primeiro, questões sobre alfabeto árabe e palavras portuguesas de origem árabe, sintaxe quechua e evolução das línguas germânicas; no segundo, questões sobre numerais bugawac e semântica do toki pona. A prova de equipes, por sua vez, envolvia produzir, a partir de corpus fornecido, um parágrafo de texto em esloveno. Como resultado, tivemos 8 medalhistas de ouro, 19 de prata e 21 de bronze. Além disso, quatro dos medalhistas de ouro compuseram a equipe brasileira que representou o Brasil na IOL 2012.

IOL 2012

A décima edição da IOL aconteceu entre 29 de Julho e 4 de Agosto de 2012, na Univerza v Ljubljani em Liubliana, Eslovênia. O Brasil participou com os seguintes integrantes:

  • Ivan Tadeu Ferreira Antunes Filho (Colégio Objetivo | São Paulo, SP) – medalha de prata
  • Pedro Neves Lopes (Colégio Etapa | São Paulo, SP) – medalha de bronze
  • Rafael Kazuhiro Miyazaki (Colégio Etapa | São Paulo, SP) – menção honrosa
  • Marvin Ariel Dias Santos (IF Sergipe | Lagarto, SE)

A prova versou sobre sintaxe dyirbal, numerais umbu-ungu, pronomes bascos, sintaxe teop e semântica em rotumano. A prova de equipe envolvia o nome de países em lao. Além das medalhas, o estudante brasileiro Rafael Kazuhiro Miyazaki foi agraciado, junto com Yash Sinha (Índia) e Ants-Oskar Mäesalu (Estônia), com o prêmio de melhor solução da questão 2 (numerais umbu-ungu).

A equipe foi acompanhada pelos líderes Victória Flório (Universidade Federal de Goiás) e Robson Carapeto (Escola Alemã Corcovado).

Edição Paraplü

Pluvium é o mome em latim que originou o português chuva, o espanhol lluvia e o francês pluie. Em francês, o instrumento que impede a chuva de nos atingir foi batizado de parapluie (e em português, de guarda-chuva). O nome se espalhou por outras línguas, assumindo formas locais: paraplu em holandês, paraply em dinamarquês, paraguas em espanhol castelhano e paraiguas em catalão.

A forma que adotamos, paraplü, é a usada em papiamento, uma língua crioula falada no Caribe que se desenvolveu como uma mistura de português, espanhol, holandês e línguas africanas. Nela, chuva é chamada awaseru (aguaçeiro).

Nesta edição, esperamos que nosso paraplü abrigue tanta diversidade linguística quanto o papiamento agrupou, servindo como língua franca entre seus participantes, para trocas, interações e uma chuva de novas ideias.

Primeira Fase

A Primeira Fase da edição Paraplü aconteceu no sábado, dia 20 de Outubro de 2012, em todas as escolas participantes. Desta primeira edição participaram cerca de 800 estudantes, incluindo colégios particulares e públicos, federais e estaduais. As questões versaram sobre ColorADD, tipos de antônimos, transcrição fonética de Guimarães Rosa, papiamento, relação entre tupi antigo e guarani embiá e patronímicos em islandês.

Segunda Fase

A Segunda Fase ocorreu entre os dias 21 e 26 de Maio de 2013, na Unidade Ana Rosa do Colégio Etapa, em São Paulo, SP – contendo palestras, um mini curso com o ilustre Boris Iomdim, da Olimpíada de Moscou, e as provas da segunda fase. Os 64 estudantes convidados foram selecionados a partir da primeira fase, com notas acima de 370 dos 600 pontos possíveis. A prova da segunda fase foi dividida em dois dias: no primeiro, questões sobre alfabeto moon, semântica do láadan e frases tonga; no segundo, questões sobre partitivo fínico, numerais manx e títulos de Jorge Amado em turco. A prova de equipes, por sua vez, envolvia organizar famílias linguísticas a partir de títulos de filmes em várias línguas. Como resultado, tivemos 8 medalhistas de ouro, 17 de prata e 25 de bronze. Além disso, quatro dos medalhistas de ouro compuseram a equipe brasileira que representou o Brasil na IOL 2013.

IOL 2013

A décima primeira edição da IOL aconteceu entre 22 e 27 de Julho de 2013 na Manchester Grammar School, na cidade de Manchester, Reino Unido. O Brasil participou com os seguintes integrantes:

  • Gabriel Alves da Silva Diniz (Colégio Etapa | São Paulo, SP) – medalha de ouro
  • André Navarro Barros (Colégio Etapa | São Paulo, SP) – menção honrosa
  • Murilo Dória Guimarães (Colégio Etapa | São Paulo, SP) – menção honrosa
  • Marvin Ariel Dias Santos (IF Sergipe | Lagarto, SE)

Em 2013, as questões individuais versavam sobre morfologia da língua yidiny, semântica do iucaguir da tundra, fonologia do pirahã, sintaxe da língua muna e telepatia baseada na língua inglesa. A prova em equipes, por sua vez, esperava que os alunos traduzissem uma lista de 100 títulos influentes, escirta na língua georgiana usando o alfabeto nuskhuri, usado no século IX. Além das medalhas, o estudante Gabriel Alves da Silva Diniz foi agraciado, junto com Nilai Sarda (Índia) com o prêmio de melhor solução da questão 5 (telepatia).

A equipe foi acompanhada pelo líder Robson Carapeto (Escola Alemã Corcovado).

Edição Vina

Esse é o ano da Alemanha no Brasil, o ano em que celebramos o legado germânico que engrossa o nosso caldo cultural.

Vina é um exemplo disso: é como os curitibanos chamam a salsicha (um encurtamento de Wiener Wurst, Linguiça de Viena). A salsicha que celebramos é um ótimo símbolo de toda a diversidade cultural que é processada, misturada, e serve de recheio para o nosso delicioso Mischmasch linguístico.

Primeira Fase

A Primeira Fase da Edição Vina aconteceu no sábado, dia 9 de Novembro de 2013, em todas as escolas participantes. Dessa edição participaram cerca de 700 estudantes, incluindo colégios particulares e públicos, federais e estaduais, de 17 dos 26 estados da Federação, das cinco regiões. As questões versaram sobre as diferentes propostas ortográficas para o alemão predominante no sul do Brasil (o hunshükisch), o Lovers Communication System (LoCoS), a gramaticalização do verbo parecer, um sudoku (futoshiki) fonético, a morfologia dos substantivos deverbais em georgiano e a língua mirandesa.

Segunda Fase

A Segunda Fase ocorreu entre os dias 26 e 31 de Maio de 2014, pela Internet (#cyberVina). Participaram dessa fase os 42 estudantes que fizeram 400 pontos ou mais na primeira fase. Alem das palestras e atividades virtuais, eles realizaram uma prova individual, com três questões sobre a escrita lontara, o sistema de numeração javanês e a leitura de horóscopos em polonês. Além disso, participaram de uma prova em grupo, sob a forma de um debate em torno do tema: “No Brasil ainda se fala a mesma língua que em Portugal?” Como resultado, tivemos 8 medalhas de ouro, 11 de prata e 15 de bronze. Além disso, quatro dos medalhistas de ouro compuseram a equipe brasileira que representou o Brasil na IOL 2014.

IOL 2014

A décima segunda edição da IOL aconteceu entre 21 e 25 de Julho de 2014, no International Teenager Competition and Communication Center (ITCCC), em Beijing, China. O Brasil participou com os seguintes integrantes:

  • Gabriel Alves da Silva Diniz (Colégio Etapa | São Paulo, SP) – menção honrosa
  • Jessé Leonardo Justino Cândido (Colégio Santo Antônio | Ourinhos, SP)
  • Leandro Cavalcanti Silva (Colégio Militar de Belo Horizonte | Belo Horizonte, MG)
  • Arthur Oliveira Vale (Colégio Militar do Recife | Recife, PE)

Em 2014, as questões individuais versavam sobre formas verbais da língua benabena, dual e plural em kiowa, relações familiares em tangut, sintaxe da língua engenni e morfologia gbaya. A prova em equipes, por sua vez, esperava que os alunos fizessem a correspondência, frase por frase, da Declaração Universal dos Direitos Humanos em armênio e em português.

A equipe foi acompanhada pela líder Victória Flório (UFBA).

Edição Òkun

Depois de um intervalo de um ano sem a ocorrência da OBL, ela retornou em 2015, retomando as diferentes formas que ela vinha assumindo. Começamos com a Kytã, atando novos nós e fortalecendo ligações frouxas, o que nos levou até os Estados Unidos. Em seguida, fomos Noke Vana, reunindo todas as nosssas línguas, e as levamos até a Eslovênia. Com a Paraplü, nosso guarda-chuva acolheu a todos, preparados para a chuvosa Inglaterra. Finalmente, a Vina engrossou nosso caldo e fomos parar do outro lado do mundo, na China.

Depois de viagens externas e caminhos internos, chegamos a Òkun, como o oceano é chamado pelo grupo linguístico iorubá. Passeamos por diversas línguas, países e culturas e agora subiremos em nossa imensa canoa/jangada/navio e iremos ao oceano, junto com os orixás e toda a contribuição linguística negra para a cultura brasileira.

Os oceanos separam e unem as pessoas, como as línguas, como se os deuses quisessem que a terra toda fosse uma e a unissem por eles. Convidamos, então, todos os alunos a embarcarem conosco nesse caldeirão cultural, que passeia pela mama África, atravessa o Cabo da Boa Esperança e segue nessa exploração navegando rumo às Índias.

Primeira Fase

A Primeira Fase aconteceu no dia 17 de Outubro de 2015, em todas as escolas participantes. Dessa edição participaram cerca de 400 estudantes. As questões versavam sobre a escrita amárica, o iorubá, comparações entre as línguas tapirapé e parintintin, o sistema de numeração maia, a língua brasileira de sinais (LIBRAS) e a formação de sentenças em turco.

Segunda Fase

A Segunda Fase ocorreu nos dias 14 e 15 de Maio de 2016, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em São Paulo, SP – contendo palestras, atividades e as provas da segunda fase. Os 33 estudantes convidados foram selecionados a partir da primeira fase, com notas acima de 315 dos 600 pontos possíveis. A prova da segunda fase incluiu questões sobre a semântica do finlandês, numerais iorubá, comparação entre o eslavo eclesiástico antigo e as línguas eslavas modernas, e o sistema de escrita brahmi. A prova de equipes, por sua vez, envolvia fornecer a localização de 80 cidades e marcos geográficos. Como resultado, tivemos 6 medalhistas de ouro, 10 de prata e 16 de bronze. Além disso, quatro dos medalhistas de ouro compuseram a equipe brasileira que representou o Brasil na IOL 2013.

IOL 2016

A décima quarta edição da IOL aconteceu entre 22 e 27 de Julho de 2013 no Infosys Campus da cidade de Mysore, no estado de Karnataka, Índia. O Brasil participou com os seguintes integrantes:

  • Bruno Kenzo Ozaki (Colégio Etapa | São Paulo, SP) – medalha de bronze
  • Davi Kumruian (Colégio Etapa | São Paulo, SP)
  • Ana Beatriz Rodrigues de Carvalho Nunes (IFRJ | Duque de Caxias, RJ)
  • Takerou Hayashi Sato (Colégio Anglo | Sorocaba, SP)

Em 2016, as questões individuais versavam sobre localização geográfica na língua aralle-tabulahan, hieroglifos luvitas, sintaxe da língua núbia kenzi, semântica iatmül e morfologia jacaru. A prova em equipes, por sua vez, esperava que os alunos fizessem a correspondência entre a pronúncia e a escrita de 114 palavras na língua taa.

A equipe foi acompanhada pela líder Luana Vieira (Colégio Etapa).

QUEM SOMOS?

A OBL é organizada por um grupo de linguistas, professores e ex-olímpicos, que participam de forma inteiramente voluntária e baseada no brilho que a olimpíada tem para eles. Os nomes atuais incluem, entre outros mais:

Comitê de Problemas

criam os desafios que você tem que resolver

Abel de Santana Filho

cultura surda, comunicação visual graduando UnB | Brasília, DF

André Navarro Barros

ex-olímpico IOL 2013 | São Paulo, SP

Andrey Nikulin

linguística histórica e línguas indígenas
ex-olímpico IOL 2008, 09, 10 | doutorando UnB | Brasília, DF

Bruno L’Astorina

matemática, epistemologia, sistemas de escrita
comitê de problemas IOL | prof. Ortogonal | Porto Alegre, RS

Luana Vieira

literatura africana, línguas africanas e o português
prof. Etapa | São Paulo, SP

Pedro Neves Lopes

ex-olímpico IOL 2011, 12 | graduando USP | São Paulo, SP

Robson Carapeto

linguística aplicada, sociolinguística, germanística
doutorando UFF, Univ. Europeia Viadrina | prof. Escola Alemã Corcovado | Rio de Janeiro, RJ)

Victória Flório

comunicação científica e história da ciência
doutoranda UFBA | Salvador, BA

Design

site, logo e coisas bonitas

Charles L'Astorina

freelancer| Rio de Janeiro, RJ

Márcio Lorek Castellan

Ortogonal | Porto Alegre, RS

Tecnologia

web, app, plataforma

Danilo Formiga
Renan Oliveira
Rodrigo Guimarães

Ortogonal | João Pessoa, PB

Organização Geral

limpam, desenham e fazem as rodas girarem

Abel de Santana Filho
Antônio Roberto Giraldes
Bruno L'Astorina
Emanoel Silva
Pedro Neves Lopes
Sâmea Ghandour

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