COMO É?

A cada edição, a OBL recebe uma nova ênfase e um novo nome. Desde 2016, ela é dividida em quatro fases.

Fase 1, online (agosto/setembro). Prova online contendo 24 questões de múltipla escolha, pontuando temas linguísticos diversos, envolvendo vídeos, músicas e imagens diversas. Pode ser feita em qualquer computador, tablet ou celular, através do aplicativo da OBL. Para a primeira fase, todos podem participar, basta se inscrever!

Para passar à próxima etapa, o participante deve acertar 16 ou mais questões da primeira fase.

Na edição Kubata, por conta da pandemia, a Fase 1 será dividida em duas partes: a Fase 1A terá 24 problemas e ficará aberta ao longo de cinco dias. Todos os que acertarem ⅔ destes problemas serão classificados para a Fase 1B, com 12 problemas e 4 horas de duração. A partir dela, haverá uma nota de corte específica para a Fase 2.

Fase 2, em papel (outubro/novembro). Prova com 6 questões discursivas, envolvendo desvendar um conjunto de fenômenos linguísticos, traduzir algumas frases e descrever sua compreensão. Com duração de 4 horas, é realizada em diversos polos, entre universidades e escolas, em todos os estados do país. Na edição Kubata, por conta da pandemia, a Fase 2 será aplicada em casa, por videoconferência.

Após a segunda fase, os participantes com melhor desempenho são premiados com insígnias de Papel, Pergaminho, Papiro e Palma (equivalentes a prêmios I, II, III e IV, respectivamente), na forma de certificado digital. As insígnias se referem a materiais utilizados tradicionalmente para representar a escrita.

A partir da premiação, os estudantes da categoria Regular podem passar às duas fases seguintes.

Fase 3, Escola de Linguística de Outono (outono). Reúne os cerca de 60 estudantes mais bem colocados na categoria Regular, para uma semana intensiva em uma das universidades parceiras da OBL. Ocorre no outono do ano seguinte à segunda fase.

Essa semana é composta de atividades acadêmicas, como palestras introdutórias de diferentes áreas da linguística e oficinas sobre línguas específicas, mas também a três tipos de atividades olímpicas – três expressões diferentes de pedagogia de problemas:

  • Os Problemas, ligados a uma visão mais matemática e analítica, remontam mais diretamente à tradição dos problemas autossuficientes de Alfred Jurinski e Andrei Zalizniak.
  • O Rolezinho, ligado a uma visão de investigação empírica: uma experiência-relâmpago de pesquisa envolvendo desde a delimitação do tema, a coleta e análise de dados, até a sua apresentação para os jurados. Concebida originalmente por Robson Carapeto e Stephanie Godiva para a edição Ñanduti.
  • O Debate, ligado a uma visão humanística: discussão de temas envolvendo aspectos filosóficos, polêmicos e atuais da linguística como um todo. Desenvolvido por Bruno L’Astorina para a edição Ñanduti, a partir do modelo de debates do IYPT.

Fase 4, Olimpíada Internacional de Linguística (julho). Congrega delegações de todos os países que possuem olimpíadas nacionais de linguística, cada ano sediada em um dos países-membros. A delegação brasileira é composta anualmente por 1 ou 2 times (4 ou 8 participantes), dentre os mais bem colocados nas atividades olímpicas da ELO.

Na olimpíada internacional, os alunos competem em uma prova individual (cinco problemas para serem resolvidos em seis horas) e uma prova em equipes (uma tarefa para quatro estudantes resolverem em três ou quatro horas), além de participarem de palestras com linguistas, visitas culturais e o convívio com jovens olímpicos de diversos países e culturas.

Se isso também acende uma chama em você, dê os primeiros passos olhando a nossa página de problemas.