O QUE É A OBL?

A Olimpíada Brasileira de Linguística acontece desde 2011, instigando seus participantes a ampliar suas habilidades lógico-analíticas, sua intuição linguística, e sua visão sobre os povos do mundo, a partir de uma abordagem interdisciplinar.

Suas quatro etapas (online, em papel, Escola de Linguística e participação na olimpíada internacional) permitem diferentes graus de envolvimento dos estudantes. Com a experiência das edições anteriores, a olimpíada firmou-se como um fascinante instrumento de imersão multicultural, trazendo à luz diversos temas do mundo das línguas, da linguagem, dos códigos e da cognição humana.

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SOBRE A MASCATE

A relação íntima entre a língua árabe e o português existe, literalmente, desde o início. Quando o árabe se espalhou como vento pelo Saara, carregado pelo Islã, ele se misturou com as diversas línguas que encontrou. Ele absorveu os falantes de latim do norte da África e se misturou com as variantes latinas da Península Ibérica, ao longo dos seus 700 anos de domínio político e de convivência com os demais povos da península. Um dos vários filhos desse encontro foi a língua portuguesa.

Mais tarde, na Era Europeia das Navegações, os portugueses ocuparam rotas comerciais no Oceano Índico que já eram praticadas por árabes, swahilis, indianos e outros, levando às trocas culturais correspondentes. Foi nessa época que o nome de um importante centro comercial na costa do atual Omã, a cidade de Masqaṭ (مسقط), ocupada durante 150 anos pela Coroa Portuguesa, entrou na nossa língua como “mascate”. Aqui, a palavra sempre se referiu à atividade comercial – às vezes ao comércio de porta-em-porta dos caixeiros, às vezes aos grandes comerciantes, como os holandeses da Guerra dos Mascates em Pernambuco.

A língua e cultura árabes também se fizeram presentes no Brasil através do sequestro e tráfico de negros escravizados da África, muitos dos quais eram praticantes da religião muçulmana e compuseram, assim, o Islã Negro no país. Eles também eram conhecidos como malês e encabeçaram na cidade de Salvador sua primeira jihad – uma guerra santa pela sua libertação.

Ainda mais tarde, no século XIX, diversos imigrantes da região do Levante – entre cristãos, muçulmanos e judeus; entre sírios, libaneses e palestinos – fugiram dos conflitos do Império Otomano e vieram começar uma nova vida no Brasil. Um dos nomes pelos quais eram chamados era essa velha palavra de origem árabe, que os unificava não por nacionalidade ou por religião, mas pelo tipo de atividade com a qual sobreviviam aqui: o comércio, pequeno e grande, que foi moldando nossa sociedade cada vez mais urbana. Hoje, na arquitetura das nossas cidades, no sobrenome de muitos políticos e nas esfihas que comemos na esquina, os traços inconfundíveis dos mascates levantinos estão no tecido da nossa cultura.

São esses fios que a OBL quer destacar na sua décima primeira edição, de sobrenome “mascate”. Como os comerciantes, queremos levar e trazer elementos exóticos e comuns, polinizar e salpicar e, assim, fazer mais viva dentro de cada participante a diversidade e a interdependência que tecem o mundo com motivos, adornos e cores vibrantes.

(Se quiser uma explicação mais completa da origem do nome desta edição, veja aqui).

COMO SÃO OS PROBLEMAS DE LINGUÍSTICA?

Os problemas de linguística envolvem o desvendamento de línguas e códigos desconhecidos aos estudantes, fazendo convergir elementos de estruturas lógico-cognitivas com insights sobre a diversidade de culturas e falares do mundo. Eles são autossuficientes: não é necessário nenhum conhecimento prévio específico para resolvê-los ou se divertir com eles! Teste você mesmo com um exemplo:

A língua rapa nui, falada na Ilha da Páscoa, que hoje possui apenas cerca de 3.000 falantes nativos, exibe diversos fenômenos interessantes, entre eles a forma de marcar posse. Veja alguns exemplos:

Como se diz, em rapa nui, "microfone dele/dela", "corpo de Orohe", "meu cheiro"?

a) tā'ana microfono, hakari o 'Orohe, tā'aku 'eo

b) tō'ona microfono, hakari 'a 'Orohe, tō'oku 'eo

c) tā'ana microfono, hakari o 'Orohe, tō'oku 'eo

d) tō'ona microfono, hakari 'o 'Orohe, tā'aku 'eo

QUER SABER A RESPOSTA? VEJA ESTE VÍDEO!

EM 2019

4369

Participantes

34

%

São alunos de escola pública

250

Medalhas

7

Mascotes

PARTICIPE

Mirim

Participam desta categoria estudantes do 5º ao 8º anos do Ensino Fundamental. Sua escola não precisa estar inscrita para você participar!

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Regular

Participam desta categoria estudantes do Ensino Médio e do 9º ano do Ensino Fundamental. Sua escola não precisa estar inscrita para você participar!

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Aberta

Participam dessa categoria quaisquer pessoas interessadas: estudantes universitários, pais, profissionais de diversas áreas. Se você gostou do que viu até agora, participe!

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